quarta-feira, 12 de junho de 2013

- indisciplina na sala de sala - O QUE É UMA CLASSE INDISCIPLINADA? - O QUE O PROFESSOR PODE FAZER PARA TER CONTROLE PERANTE SITUAÇÕES DE INDISCIPLINA? A BAGUNÇA, TUMULTO, MAU COMPORTAMENTO, DESINTERESSE E DESRESPEITO ÀS FIGURAS DE AUTORIDADE . AS PRINCIPAIS QUEIXAS DOS PROFESSORES RELATIVAMENTE À INDISCIPLINA / DESINTERESSE DA CLASSE EM ASSISTIR A SUA AULA : QUANDO TODA A CLASSE OU PARTE EXPRESSIVA DELA PARECE NÃO DAR CONTA DO CONTEÚDO - A DIFICULDADE DE CONCENTRAÇÃO E DESINTERESSE DO ALUNO - A RESPONSABILIDADE PODER SER SUA PROFESSOR / - DICAS PARA REVERTER ESSE QUADRO



Quando nos referimos a Instituição Escolar, não podemos deixar de enfocar essa questão que suscita muitas dúvidas a educadores, diretores, pais e até mesmo a alunos: a indisciplina.
- O QUE É UMA CLASSE INDISCIPLINADA?
- O QUE O PROFESSOR PODE FAZER PARA TER CONTROLE PERANTE SITUAÇÕES DE INDISCIPLINA?
A BAGUNÇA, TUMULTO, MAU COMPORTAMENTO, DESINTERESSE E DESRESPEITO ÀS FIGURAS DE AUTORIDADE .


AS PRINCIPAIS QUEIXAS DOS PROFESSORES RELATIVAMENTE À INDISCIPLINA SÃO:
- falta de limite dos alunos escola e também ao patrimônio;
- alguns professores apontam que os alunos não aprendem porque são indisciplinados em decorrência da não imposição de limites por seus familiares;
- o fracasso escolar seria então o resultado de problemas que estão fora da escola e que se manifestam dentro dela pela indisciplina;
- de acordo com esses professores, nada pode ser feito enquanto a sociedade não se modificar.
Condutas como essas são também observadas em outras instituições particulares e em escolas públicas. Podemos afirmar que no mundo atual a maioria das escolas enfrenta estas questões, que perduram há anos, sofrendo obviamente alterações históricas de acordo com as
contingências sócio-culturais.

A INDISCIPLINA TORNOU-SE UM “OBSTÁCULO” AO TRABALHO PEDAGÓGICO

Atualmente a indisciplina tornou-se um “obstáculo” ao trabalho pedagógico e os professores ficam desgastados, tentam várias alternativas, e já não sabendo o que fazer, chegam mesmo em algumas oportunidades a pedir ao aluno indisciplinado que se retire da sala já que ele atrapalha o rendimento do restante do grupo. Nesses casos, os alunos são encaminhados ao Serviço de Orientação Educacional. Muitas vezes há pressões por parte dos professores para que sejam aplicadas punições
severas a esses estudantes.
- COMO AGIR NESSA SITUAÇÃO? DE QUE FORMA AJUDAR?
O QUE É UMA CLASSE INDISCIPLINADA?
Para iniciarmos uma reflexão sobre essas questões, vamos destacar o que significa a palavra indisciplina a partir de algumas definições quanto ao termo.
Indisciplina – procedimento, ato ou dito contrário à disciplina; desobediência, desordem, rebelião. (Dicionário Aurélio).
De acordo com o sociólogo francês François Dubet (1997), “DISCIPLINA É CONQUISTADA TODOS OS DIAS, É PRECISO SEMPRE LEMBRAR AS REGRAS DO JOGO, CADA VEZ É PRECISO REINTERESSÁ-LOS, CADA VEZ É PRECISO AMEAÇAR, CADA VEZ É PRECISO RECOMPENSAR”. ISSO NOS COLOCA DIANTE DE UM ANTÔNIMO DE INDISCIPLINA, NOS LEMBRANDO QUE O RESPEITO ÀS REGRAS DENTRO DE UMA INSTITUIÇÃO É DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA PARA O SEU FUNCIONAMENTO PLENO E QUE, CONSEQÜENTEMENTE, A INDISCIPLINA REPRESENTA A AMEAÇA PELA DESOBEDIÊNCIA ÀS REGRAS ESTABELECIDAS. POR ISSO DUBET RESSALTA A NECESSIDADE DOS PROFESSORES RELEMBRAREM AS REGRAS E ESTIMULAREM O SEU CUMPRIMENTO NO DECORRER DO ANO LETIVO.
Segundo o professor Júlio Groppa Aquino: ”O conceito de indisciplina, como toda criação cultural, não é estático, uniforme, nem tampouco universal. Ele se relaciona com o conjunto de valores e expectativas que variam ao longo da história, entre as diferentes culturas e numa mesma sociedade.”
Groppa ressalta que a manutenção da disciplina era uma preocupação de muitas épocas como vemos em textos de Platão e nas confissões de Santo Agostinho, de como a sua vida de professor era amargurada pela indisciplina dos jovens que perturbavam “a ordem instituída para seu próprio bem”.
Diante dessa idéia de Júlio Groppa, NÃO PODEMOS DEIXAR DE LEMBRAR DA FORMA COMO AS ESCOLAS ATÉ OS ANOS 1960, CONSEGUIAM FAZER COM QUE SEUS ALUNOS SE COMPORTASSEM. A DISCIPLINA ERA IMPOSTA DE FORMA AUTORITÁRIA, COM AMEAÇAS E CASTIGOS.
OS EDUCANDOS TEMIAM AS PUNIÇÕES E ESSE MEDO LEVAVA A OBEDIÊNCIA E A SUBORDINAÇÃO. ALÉM DE SUBMETIDOS A UMA RIGOROSA FISCALIZAÇÃO, NÃO PODIAM SE POSICIONAR UTILIZANDO-SE DE QUESTIONAMENTOS E REFLEXÕES. OS PROFESSORES ERAM CONSIDERADOS MODELOS E, EM VIRTUDE DO CONHECIMENTO QUE POSSUÍAM, AGIAM COMO DONOS DO SABER.
ERA O TIPO DE EDUCAÇÃO “BANCÁRIA”
“A educação se torna um ato de depositar, em que os educandos são os depositários e o educador o depositante” (Freire, 1998) por isso passa a ser chamada de “educação bancária”.
Segundo a educadora Rosana Ap. Argento Ribeiro, “a educação bancária é classificada também como domesticadora, porque leva o aluno a memorização dos conteúdos transmitidos, impedindo o desenvolvimento da criatividade e sua participação ativa no processo educativo, tornando-o submisso perante as ações opressoras de uma sociedade excludente.
O papel da disciplina na educação bancária é fundamental para o sucesso da aprendizagem do aluno. Nela, a obediência e o silêncio dos alunos são aspectos importantes para garantir que os conteúdos sejam transmitidos pelos professores”.
ATUALMENTE, NOS PRIMEIROS ANOS DO SÉCULO XXI, ESTAMOS VIVENDO NUM OUTRO CONTEXTO
 Influenciados por mudanças políticas, sociais, econômicas e culturais, professores e alunos, e mesmo a própria instituição escolar, assumem um papel diferente na sociedade. Nessa nova realidade a educação bancária já não deveria ser aplicada dentro das escolas.
ACREDITA-SE HOJE QUE OS PROFESSORES DEVEM ESTAR MAIS PREOCUPADOS COM SEU APERFEIÇOAMENTO, PERMITINDO QUE SEUS ALUNOS QUESTIONEM, TIREM SUAS DÚVIDAS, SE POSICIONEM. ENQUANTO OS ALUNOS, POR SUA VEZ, TÊM MAIS ACESSO À INFORMAÇÃO, SE CONSIDERAM LIVRES PARA QUESTIONAR, CRIAR E PARTICIPAR.
Outro aspecto importante quanto à educação no 3° milênio refere-se ao fato de que a instituição escolar deveria estar mais aberta para a participação dos pais e da comunidade em suas atividades e mesmo, nas propostas curriculares.
François Dubet reforça a idéia de que “OS PROFESSORES MAIS EFICIENTES SÃO, EM GERAL, AQUELES QUE ACREDITAM QUE OS ALUNOS PODEM PROGREDIR, AQUELES QUE TÊM CONFIANÇA NOS ALUNOS. OS MAIS EFICIENTES SÃO TAMBÉM OS PROFESSORES QUE VÊEM OS ALUNOS COMO ELES SÃO E NÃO COMO ELES DEVERIAM SER”.
Quanto às afirmações anteriores percebo diante da atual  realidade,  que alguns professores se mostram preocupados quanto a sua formação e prática profissional enquanto uma quantidade expressiva ainda demonstra grande resistência à reflexão e ao aperfeiçoamento do seu trabalho por se considerarem experientes e prontos
 para o exercício do magistério.
QUANTOS AOS ESTUDANTES ...
No que se refere aos estudantes é possível verificar que há um grande incentivo da família quanto aos estudos e ao mesmo tempo há um maior acesso a recursos que facilitam e promovem o processo de ensino-aprendizagem, como livros, computadores, internet, revistas, jornais, filmes...
Essa circunstância realmente os torna mais críticos, questionadores e participativos. Porém, nem todos conseguem utilizar essas ferramentas de forma consciente e produtiva.
Os pais, por sua vez, comparecem a escola para presenciar a apresentação de trabalhos realizados por seus filhos apenas como observadores, sem posicionamentos mais efetivos e críticos. Há, porém baixo índice de comparecimento nas reuniões solicitadas pela escola, especialmente entre os pais cujos filhos freqüentam turmas do sétimo ano  do ensino fundamental ao ensino médio.
O QUE O PROFESSOR PODE FAZER PARA TER CONTROLE PERANTE SITUAÇÕES DE INDISCIPLINA?
SABEMOS QUE PARA OBTER DISCIPLINA EM QUALQUER AMBIENTE EM QUE VIVEMOS NÃO PODEMOS DEIXAR DE FALAR DE RESPEITO.
Segundo Tardeli (2003), o tema respeito está centralizado na moralidade. Isso quer dizer que cada pessoa tem, junto com sua vida intelectual, afetiva, religiosa ou fantasiosa, uma vida moral.
E o primeiro a atribuir um significado a moralização e inserir no conceito de ética foi o filósofo Demócrito.
Sabemos que atualmente o papel do professor dentro da escola é muito mais abrangente, pois ele precisa estar atento às capacidades cognitivas, físicas, afetivas, éticas e para preparação do educando para o exercício de uma cidadania ativa e pensante.
SERÁ QUE SABEMOS OUVIR NOSSOS ALUNOS?
O diálogo envolve o respeito em saber ouvir e entender nossos alunos, mostrando a eles nossa preocupação com suas opiniões e com suas atitudes e o nosso interesse em poder dar a assistência necessária ao aperfeiçoamento do seu processo de aprendizagem.
É também compromisso do educador se preocupar com a disciplina e a responsabilidade de seus alunos.
 Para Piaget (1996), “o respeito constitui o sentimento fundamental que possibilita a aquisição das noções morais” .Conseguimos atingir a responsabilidade, desenvolvendo a cooperação, a solidariedade, o comprometimento com o grupo, criando contratos e regras claras e que precisarão ser cumpridas com justiça.

O PROFESSOR PASSA A SE PREOCUPAR COM A MOTIVAÇÃO DE SEUS ALUNOS, TENDO MAIOR COMPROMISSO COM SEU PROJETO PEDAGÓGICO E AS QUESTÕES AFETIVAS, OBTENDO DESSA FORMA UMA RELAÇÃO VERDADEIRA COM SEUS EDUCANDOS.
1-   Sob uma visão Piagetiana, o professor que na sala de aula dialoga com seu aluno, busca decisões conjuntas por meio da cooperação, para que haja um aprendizado através de contratos, que honra com sua palavra e promove relações de reciprocidade, sendo respeitoso com seus alunos, obtém dessa forma um melhor aproveitamento escolar.
2-   Segundo Tardeli (2003), “Só se estabelece um encontro significativo quando o mestre incorpora o real sentido de sua função, que é orientar e ensinar o caminho para o conhecimento, amparado pela relação de cooperação e respeito mútuos”.
COMO AGIR NESSA SITUAÇÃO? DE QUE FORMA AJUDAR?
NÃO PODEMOS DEIXAR DE TER COMO FOCO EM
NOSSO TRABALHO O SER HUMANO.
PRECISAMOS VALORIZAR AS PESSOAS.
Uma frase de Walt Disney ilustra bem essa idéia: “Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo... Mas é necessário TER PESSOAS para transformar seu sonho em realidade”.
Estamos envolvidos com pessoas em nosso dia a dia: alunos, professores, pais, coordenadores, orientadores e diretores e, por isso, precisamos aprender a trabalhar em equipe para obter uma instituição forte, competente e coesa.
 A qualidade é obtida através do esforço de todos os seus integrantes, onde cada profissional é importante e cada aluno também.
A escola é uma organização humana em que as pessoas somam esforços para um propósito educativo comum.


O PAPEL DO PROFESSOR NA BUSCA PELA 'DISCIPLINA'
São nítidos os desafios que a disciplina coloca hoje para toda a sociedade, principalmente para o professor, dada à importância que este possui para o combate a indisciplina.
COMO JÁ FORA VISTO ANTERIORMENTE , A DISCIPLINA É UM CONJUNTO DE REGRAS QUE SERVEM PARA O BOM ANDAMENTO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR. PORTANTO, PODEMOS CONCLUIR QUE ELA É UMA QUESTÃO DE QUALIDADE NOS RELACIONAMENTOS HUMANOS, SENDO TAMBÉM UMA QUESTÃO DE QUALIDADE ENTRE PROFESSOR E ALUNO.
Diante de suas formas de expressão, causas e implicações, a indisciplina escolar desafia os profissionais da educação a refletir, propor e repensar as estratégias de ação pedagógica, já que a indisciplina não pode ser considerada como um fenômeno estático.

A PREOCUPAÇÃO POR PARTE DOS PROFESSORES COM A INDISCIPLINA ESCOLAR VEM AUMENTANDO
 CADA VEZ MAIS.
Compõe a fala desses professores a queixa de que a indisciplina é responsável pelo estresse entre eles e pelo insucesso muitas vezes constatado no processo de ensino-aprendizagem.
As configurações adquiridas pelas expressões de indisciplina na escola vem exigindo dos profissionais da educação um repensar sobre seu conceito, que não mais pode ser considerada como "problema de comportamento", conceito que deve ser superado. Deve-se considerar:
..] a indisciplina no contexto das condutas dos alunos, dentro ou fora da sala de aula, nas diversas atividades pedagógicas, a dimensão dos processos de socialização e relacionamentos que os alunos exercem na escola e também considerar a indisciplina contextualizada o desenvolvimento cognitivo desses alunos. (Garcia, 1999 p. 102).
A VISÃO QUE SE TEM ATUALMENTE É DA INDISCIPLINA ENQUANTO FENÔMENO DE APRENDIZAGEM.
 Desta forma, aquele aluno considerado indisciplinado não o é somente por haver rompido com regras da escola, mas porque não está desenvolvendo suas possibilidades cognitivas, atitudinais e morais. (Garcia, 2002).
Assim, a indisciplina tem que ser analisada e compreendida no contexto da relação pedagógica em que a situação emerge, pois é nesse contexto que o professor pode categorizar alguém ou algum ato como sendo indisciplinado
Portanto, a indisciplina nos dias atuais deve ser vista como um "fenômeno interativo que ocorre no contexto de sala de aula".(Amado, 2001 p.17).
DESSA FORMA, A INDISCIPLINA ESCOLAR ESTÁ INTIMAMENTE LIGADA A TUDO QUE DIZ RESPEITO AO ENSINO, AOS OBJETIVOS, ÀS PRÁTICAS E PERSPECTIVAS QUE A ORIENTAM.
A indisciplina relacionada a uma interpretação do poder nos oferece um entendimento que varia de acordo com a interpretação que é dada à indisciplina em sala de aula, pois o que pode ser indisciplina para um professor pode não ser para outro (CURTO, 1998, p. 34).
 Em um determinado momento, este "intérprete", o professor, pode considerar um acontecimento como indisciplina, ou não, como certo ou errado, justo ou injusto, criativo ou desafiador (DELGADO e CAEIRO, 2005, p. 23).
Da mesma maneira que a indisciplina pode estar relacionada à interpretação daquele que pensa deter o poder — e que muitas vezes se confunde com a autoridade —, ela pode fazer com que a noção de autoridade seja questionada.
A indisciplina vivenciada por alguns docentes pode ser a evidência de que algo está errado em sala de aula, seja pela postura de alunos que não fazem silêncio durante as aulas, seja pela não-participação deles nas atividades.
A indisciplina, segundo Vasconcellos (2004, p. 95), pode ser ativa, na qual o aluno faz bagunça, ou passiva: quando o professor até consegue silêncio, mas não a interação com seus educandos. Por essa razão, vislumbra-se a necessidade de uma atitude interpretativa para a indisciplina escolar, levando-se em consideração que pensar a indisciplina enquanto acontecimento de uma aula implica pensar numa multiplicidade de aspectos, a começar pelo modo como os fatos são interpretados pelos indivíduos intervenientes — para além das diversas situações de âmbito externo ao processo (DELGADO e CAEIRO, 2005, p. 24).

PROFESSOR NÃO É O ÚNICO DETENTOR DE PODER NA SALA DE AULA. OS ALUNOS TAMBÉM OCUPAM UMA POSIÇÃO SOCIAL E DESENVOLVEM ESSE ATRIBUTO
Quanto à noção de um contrapoder na escola, Curto (1998, p. 29-39) aponta que o professor não é o único detentor de poder na sala de aula. Os alunos também ocupam uma posição social e desenvolvem esse atributo.
 Dessa forma, docentes e discentes possuem poderes e objetivos que, muitas vezes, são divergentes e podem desencadear conflitos, mas é em sala de aula que ambos os poderes se confrontam.
A indisciplina escolar resultaria, segundo esse autor, do poder de contestação dos alunos, tendo-se em vista os mais variados objetivos, dentre eles, o ritmo da aula e do professor, os conteúdos programáticos, bem como o distanciamento da escola e da aula ante a realidade do aluno.

NESTE PONTO, A INDISCIPLINA PODE ESTAR ATRELADA AO PROFESSOR NA MEDIDA EM QUE SE FALA DE UM RELACIONAMENTO ENTRE DOCENTE E ALUNO.

 Assim, ambos podem estar trabalhando em conjunto no entendimento do que consideram indisciplina, já que essa compreensão também está vinculada à interpretação dos sujeitos escolares.
Da mesma maneira, entendemos que a indisciplina e autoridade docente podem estar conectadas de forma produtiva, fazendo com que professor e aluno construam conjuntamente o vínculo de autoridade e disciplina, entendendo que esta última pode auxiliar nesse contínuo processo de construção.
Em geral, o trabalho docente é compreendido a partir da equação "ensina-se algo, de alguma forma", preocupando-se apenas com a associação dos conteúdos específicos e métodos utilizados. Um terceiro fator deve ser acrescentado, o da dimensão ética do trabalho docente. Assim, a fórmula pedagógica seria "ensina-se algo, de alguma forma, a alguém específico", delimitando um valor humano e social a esta relação.

GRANDE PARTE DOS PROBLEMAS 
ENFRENTADOS HOJE, RELACIONADOS À INDISCIPLINA EVOCAM A QUESTÃO 
DO "PARA QUÊ ESCOLA?"
Essa  ideia que parece apontar na mesma direção para a qual o aluno indisciplinado nos chama. Essa questão tem de estar muito bem resolvida para os professores, profissionais privilegiados da educação, que devem ter clareza quanto a seu papel e ao valor do seu trabalho.
Neste sentido, é dever de todos da área educacional se preparar e, principalmente, se disponibilizar a atender às demandas de todo o público discente.
Só assim venceremos as barreiras de comportamento, unindo finalmente o real ao ideal!

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