terça-feira, 25 de junho de 2013

25 DE JUNHO- PEC 37 É DERRUBADA CÂMARA DERRUBA PEC QUE TENTAVA LIMITAR O PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO / O QUE É UMA "PEC"? /

25 DE JUNHO- PEC 37 É DERRUBADA
CÂMARA DERRUBA PEC QUE TENTAVA LIMITAR O PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
PEC 37 impedia promotores e procuradores de abrir investigações próprias. Protestos pelo país pediram que Congresso rejeitasse a proposta polêmica.
A Câmara dos Deputados derrubou nesta terça-feira ,dia 25 de junho de 2013, por 430 votos a nove (e duas abstenções), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impedia o Ministério Público de promover investigações criminais por conta própria.
O TEXTO DA CHAMADA PEC 37 previa competência exclusiva da polícia nessas apurações. COM A DECISÃO DA CÂMARA, A PROPOSTA SERÁ ARQUIVADA.
Pela proposta de alteração na carta constitucional, promotores e procuradores não poderiam mais executar diligências e investigações próprias – apenas solicitar ações no curso do inquérito policial e supervisionar a atuação da polícia.
A REJEIÇÃO DA PROPOSTA ERA UMA DAS REIVINDICAÇÕES DOS PROTESTOS DE RUA QUE SE ESPALHARAM EM TODO O PAÍS.
Antes de iniciar a votação nominal, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves ( PMDB -RN), fez um apelo para que a proposta que limita o MP fosse derrotada por unanimidade.
“Tenho o dever e a sensibilidade de dizer a esta casa que todo o Brasil está acompanhando a votação desta matéria, nesta noite, no plenário. E por isso tenho o dever e a sensibilidade de declarar, me perdoe a ousadia, que seria um gesto importante, por unanimidade, derrotar essa PEC”, disse.
A votação foi acompanhada por procuradores e policiais, que ocupavam cadeiras na galeria do plenário da Câmara.
CONDUZIDOS PELO LÍDER DO PSDB , CARLOS SAMPAIO (SP), PROMOTOR DE JUSTIÇA LICENCIADO, PARLAMENTARES TUCANOS ERGUERAM CARTAZES NO PLENÁRIO CONTRA A PEC 37.
AS CARTOLINAS ESTAMPAVAM “EU SOU CONTRA A PEC 37. PORQUE NÃO DEVO E NÃO TENHO MEDO DA INVESTIGAÇÃO. A QUEM INTERESSA CALAR O MP?”, INDAGAVA O MANIFESTO.
Ao abrir a sessão extraordinária, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou que era necessário votar a PEC 37, mesmo sem acordo.
“Lamentavelmente chegamos a 95% de acordo. Faltaram 5% para concluirmos um texto. Esta Casa demonstrou sua vontade de estabelecer um perfeito entendimento entre o Ministério Público e os delegados. Mas na hora que não foi possível, isso não poderia ser pretexto para não votar a PEC. Ela não poderia ficar pairando”, disse.
Henrique Alves disse ainda “ter certeza” de que os parlamentares votariam a proposta pensando no que seria melhor para o país.“ Tenho certeza de que cada parlamentar estará votando de acordo com a sua consciência, para o combate à corrupção, o combate à impunidade”, disse
EM DISCURSO NO PLENÁRIO, O LÍDER DO PSOL NA CÂMARA, IVAN VALENTE (RJ), DESTACOU O PAPEL DAS MANIFESTAÇÕES POPULARES NA DERRUBADA DA PEC 37.
LÁ NA CCJ DA CÂMARA A MAIORIA DOS DEPUTADOS ERA A FAVOR DA PEC 37. A MAIORIA DESSE PLENÁRIO ERA A FAVOR DA PEC 37. [...] ESSA PEC VAI SER DERRUBADA PELO POVO NAS RUAS”, AFIRMOU.
A maioria dos partidos orientou as bancadas para rejeitar a proposta.

 “A bancada do Democratas vai votar em sua ampla maioria, senão na sua totalidade, para derrotar a PEC 37. Mas aos colegas que votarem favoravelmente a ela, o meu respeito, porque eu respeito qualquer parlamentar no momento da sua decisão e votação”, disse o líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO).
AO DEFENDER A REJEIÇÃO DA PEC 37, O LÍDER DO PMDB, EDUARDO CUNHA (RJ), AFIRMOU QUE O PARTIDO QUER DAR UMA REPOSTA ÀS MANIFESTAÇÕES.
“NINGUÉM QUER ACABAR COM O PODER DE INVESTIGAR. TODOS NÓS QUEREMOS QUE TODOS INVESTIGUEM. QUEREMOS DAR UMA RESPOSTA À SOCIEDADE, UMA RESPOSTA ÀS RUAS. NÃO QUEREMOS QUE NENHUMA CRIMINALIDADE FIQUE SEM INVESTIGAÇÃO”, AFIRMOU.



FONTE : 


http://m.g1.globo.com/politica/noticia/2013/06/camara-derruba-pec-que-tentava-limitar-o-poder-de-investigacao-do-mp.html 



SAIBA MAIS :


PEC 37/2011- PEC da IMPUNIDADE

O QUE É UMA "PEC"?


Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é uma atualização, um emendo à Constituição Federal.
É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constituição Federal.
 Em função disso, requer quórum quase máximo e dois turnos de votação em cada uma das Casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

A  PEC 37 é um instrumento de impunidade, que vai na contramão da história”.

PEC 37/2011- PEC da IMPUNIDADE

PEC 37/2011 – conhecida como PEC da IMPUNIDADE, QUE TRATA DA
EXCLUSIVIDADE DA INVESTIGAÇÃO PELAS POLÍCIAS CIVIL E FEDERAL.
Foi apresentado no dia 13.06.12, em comissão especial da Câmara, o
relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 37 de 2011, que trata da investigação criminal (PEC DA IMPUNIDADE).
O relator da matéria é o deputado Fábio  Trad (PMDB-MS).
Em seu relatório, o deputado federal Fábio Trad propôs emenda
substitutiva ao texto original, tratando de questões de extrema relevância (face às  diversas notas técnicas, artigos entregues ao relator pelos diversos segmentos do MP - CNPG, CONAMP, ANPR, AMPDFT, ASMMP, CNMP e participação de Membros do MPU e MPE), e que merecem atenção, tais como: manutenção da investigação pelo MP e pelo  Poder Judiciário, quando o investigado for membro do MP ou da Magistratura, respectivamente; manutenção da investigação pelas CPI’s; Polícias Legislativas e dos Tribunais; manutenção da investigação pelo MP quando a mesma é conexa com inquérito civil, e garantir a legalidade dos procedimentos investigativos criminais realizados diretamente pelo MP até a data da publicação da emenda; o fim da investigação direta pelo membro do MP através do PIC’s, e a participação de forma subsidiária do MP na investigação.

Conforme explicitado pelo relator, “Tivemos o cuidado de deixar
expresso que referido acompanhamento se dará em caráter subsidiário, vez que  entendemos ser a presidência, instauração e condução do procedimento para apuração  de infrações penais exclusivo da autoridade policial em relação ao MP." De acordo com o relator isto poderá ser feito p. ex., nos GAECO’s, só que tão-somente neste formato).

A CONAMP e as demais associações de classe representativas do
Ministério Público são contrárias à PEC da IMPUNIDADE e também ao relatório e  substitutivo apresentado pelo Deputado Fábio Trad.
Sobre este substitutivo os membros do Ministério Público
devem trabalhar, e muito (E COM UNIÃO DE TODOS OS RAMOS DO MP,
Associações Estaduais e Nacionais e com o CNMP), com novos substitutivos, emendas  supressivas, etc., para que o parquet não perca nenhuma de suas
prerrogativas.


O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Marcio Elias Rosa, disse que a proposta de restrição ao trabalho dos promotores está “em desacordo com a realidade do Brasil” e que o Ministério Público deve continuar a investigar a corrupção e os crimes econômicos.
A POPULAÇÃO BRASILEIRA LIBERTOU-SE DOS ESCUROS PORÕES DA DITADURA, MAS AINDA HÁ ESCURIDÃO PARA BOA PARTE DA POPULAÇÃO.
HÁ CRIANÇAS SEM ESPERANÇA, IDOSOS SEM SONHOS, HÁ MISÉRIA, EXCLUSÃO, HÁ MORADORES DE RUA E GENTE QUE NÃO TEM O QUE COMER.
 GRANDE PARTE DESSA CARESTIA É RESULTANTE DA PRÁTICA DE CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO, DELITOS ECONÔMICOS, SONEGAÇÃO FISCAL.
NOSSO COMPROMISSO É REVERTER ESSAS MAZELAS”



IMPUNIDADE
O presidente da Associação Paulista do Ministério Público, Felipe Locke Cavalcanti, salientou que a PEC 37 deixará impunes os políticos que cometeram crimes de corrupção.
É preciso saber que essa PEC interessa aos corruptos, aos malfeitores, àqueles que agridem a sociedade”, disse Locke. No seu entender, a aprovação da PEC 37 anularia processos em que houve investigações feitas pelo Ministério Público e outras instituições.


“Todos esses processos, com a aprovação desta proposta, serão anulados. E nós temos um caso mais grave, em que houve participação do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da controladoria, que é o chamado caso do Mensalão. E está claro que esses réus condenados, caso essa PEC, seja aprovada, poderão ser beneficiadas”.

O TEXTO DA PEC 37 FOI APRESENTADO EM 2011 PELO DEPUTADO LOURIVAL MENDES DO PT DO B DO MARANHÃO. Em novembro de 2012, o projeto foi aprovado por uma comissão da Câmara e está pronto para ir a plenário.
Os deputados que defendem a PEC dizem que o trabalho de investigação no Brasil é realizado “sem controle”, por estar espalhado entre diversas instituições. Promotores e procuradores argumentam que os políticos querem restringir as suas competências para evitar a apuração dos crimes cometidos por eles.
O procurador da República em São Paulo, Andrey Borges de Mendonça afirma que A PARTICIPAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO NAS INVESTIGAÇÕES COMPLEMENTA AS AÇÕES POLICIAIS.
É impossível que a polícia investigue tudo sozinha. Atualmente, chegam a apenas 8% as investigações da polícia com autoria delimitada, quando se identifica o responsável pelo crime. Se a PEC for aprovada, 90% ou mais das investigações não serão conclusivas.”
Para o promotor Roberto Livianu, “a PEC 37 é um instrumento de impunidade, que vai na contramão da história”.


SEGUE ABAIXO O TEXTO ORIGINAL DA PEC 37-A/2011:
 "Acrescenta o § 10 ao Art. 144 da Constituição Federal para definir a
competência para a investigação criminal pelas polícias federal e civis dos
Estados e do Distrito Federal.
O Congresso Nacional decreta:
As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos
do § 30, do art. 60, da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda
ao texto constitucional:
Art. 1° O art. 144 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do
seguinte
§ 10:
"Art. 144 .....................................
§ 10. A apuração das infrações penais de que tratam os §§ 1° e 4°
deste artigo, incumbem privativamente às polícias federal e civis dos Estados
e do Distrito Federal, respectivamente.Art. 2° Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua
promulgação."
Confira a íntegra da emenda substitutiva apresentada pelo
relator:
"Acrescenta o § 10 ao art. 144 e os §§ 6º e 7º ao art. 129 da
Constituição Fe-deral e o art. 98 ao Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, para definir a competência para a investigação criminal.
As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos
do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao
texto constitucional:
Art. 1º O art. 144 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do
seguinte § 10:
"Art. 144......................................
§ 10. A apuração das infrações penais de que tratam os §§ 1º e 4º
deste artigo incumbe privativamente às polícias federal e civis dos Estados e
do Distrito Federal, respectivamente, ressalvadas as competências próprias:
I – das polícias do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das
assembleias legislativas dos Estados e da Câmara Legislativa do Distrito
Federal, nos termos dos arts. 51, IV, 52, XIII, 27, § 3º e 32, § 3º,
respectivamente;
II – das Comissões Parlamentares de Inquérito; e
III – dos Tribunais e do Ministério Público, em relação aos seus
membros, conforme previsto nas respectivas leis orgânicas."
Art. 2º O art. 129 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido dos
seguintes §§ 6º e 7º:
"Art. 129. ...................................
§ 6º É facultado ao Ministério Público complementar provas obtidas por
órgãos não policiais, com atribuições investigatórias definidas em lei e
derivadas desta Constituição, bem como na hipótese de infrações penais
conexas apuradas em inquérito civil, em qualquer dos casos, desde que esteja
provada a autoria.
§ 7º No exercício das funções institucionais dispostas nos incisos II e VI,
o Ministério Público deverá atuar, em caráter subsidiário, na apuração das
infrações penais conduzida pelo delegado de polícia, no âmbito do inquérito
policial, ou pelo oficial das Forças Armadas, da polícia militar ou do corpo de
bombeiros militar, no âmbito do inquérito policial militar, acerca de crime
cometido no exercício da função ou a pretexto de exercê-la, ou contra a
Administração Pública, por agente político ou agente público, bem como
aquele envolvendo organização criminosa, assim definida em lei."
Art. 3º O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias é acrescido do
art. 98, com a seguinte redação:
"Art. 98. Ficam ressalvados os procedimentos investigativos criminais
realizados pelo Ministério Público até a data de publicação da Emenda
Constitucional que acrescentou o § 10 ao art. 144 e os §§ 6º e 7º ao art. 129
da Constituição Federal."
Art. 4º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua
publicação."
O Deputado Vieira Cunha, que vem apoiando o MP, apresentou
na Comissão Especial voto em separado e proposta de substitutivo:Art. 1º O art. 144 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do
seguinte § 10:
"Art. 144 (...)
§ 10. A apuração das infrações penais de que tratam os §§ 1º e 4º
deste artigo incumbe às polícias federal e civis dos Estados e do Distrito
Federal, respectivamente, ressalvadas as competências próprias:
I - das polícias do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das
assembleias legislativas dos Estados e da Câmara Legislativa do Distrito
Federal, nos termos dos arts. 51, IV, 52, XIII, 27, § 3º e 32, § 3º,
respectivamente;
II - das Comissões Parlamentares de Inquérito; e
III - dos Tribunais e do Ministério Público.”(NR)
Art. 2º O art. 129 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do
seguinte § 6º:
"Art. 129. (...)
§6º. É facultado ao Ministério Público complementar provas obtidas por
órgãos com atribuições investigatórias definidas em lei e derivadas desta
Constituição, bem como na hipótese de infrações penais conexas apuradas em
inquérito civil.”


FONTE :



quarta-feira, 19 de junho de 2013

IMPOSTO DE RENDA : DOS 12 MESES DO ANO, O CIDADÃO TEM QUE TRABALHAR 4 MESES E 30 DIAS (150 DIAS, OU SEJA QUASE 5 MESES) SOMENTE PARA PAGAR / COMPARAÇÃO DOS DIAS TRABALHADOS COM OUTROS PAÍSES / COM UMA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA ELEVADA, O BRASIL FIGURA NO RANKING DOS 30 PAÍSES COM MAIOR IMPACTO DOS IMPOSTOS EM RELAÇÃO À RIQUEZA GERADA / Lei nº 12.741/12 : OBRIGA A INFORMAÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA DOS PRODUTOS E SERVIÇOS NOS CUPONS E NOTAS FISCAIS AO CONSUMIDOR



DOS 12 MESES DO ANO, O CIDADÃO TEM QUE TRABALHAR 4 MESES E 30 DIAS (150 DIAS, OU SEJA QUASE 5 MESES) SOMENTE PARA PAGAR TODA A CARGA TRIBUTÁRIA.
Veja o quadro abaixo:
Dias médios trabalhados por ano somente para pagar tributos no século XX:
- década de 70 = 76 dias ou 2 meses e 16 dias
- década de 80 = 77 dias ou 2 meses e 17 dias
- década de 90 = 102 dias ou 3 meses e 12 dias

Dias médios trabalhados por ano somente para pagar tributos no século XXI
2001: 130 4 meses e 10 dias
2002: 133 4 meses e 13 dias
2003: 135 4 meses e 15 dias
2004: 138 4 meses e 18 dias
2005: 140 4 meses e 20 dias
2006:145 4 meses e 25 dias
2007: 146 4 meses e 26 dias
2008: 148 4 meses e 28 dias
2009: 147 4 meses e 27 dias
2010: 148 4 meses e 28 dias
2011: 149 4 meses e 29 dias
2012: 150 4 meses e 30 dias
2013: 150 4 meses e 30 dias
OU SEJA, HOJE SE TRABALHA O DOBRO DO QUE SE TRABALHAVA NA DÉCADA DE
70, PARA PAGAR A TRIBUTAÇÃO.

COMPARAÇÃO DOS DIAS TRABALHADOS COM OUTROS PAÍSES
Utilizando-se a mesma metodologia, os cidadãos de outros países trabalham
os seguintes dias para pagar tributos:
- SUÉCIA = 185 dias
- FRANÇA = 149 dias
- ESPANHA = 137 dias
- EUA= 102 dias
- ARGENTINA = 97 dias

EM 2013, O BRASILEIRO TRABALHARÁ 150 DIAS, OU QUASE CINCO MESES DO ANO SOMENTE PARA PAGAR IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES AOS COFRES PÚBLICOS, CONFORME DEMONSTRA O ESTUDO "DIAS TRABALHADOS PARA PAGAR TRIBUTOS", DO INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO - IBPT, ENTIDADE QUE HÁ MAIS DE DUAS DÉCADAS SE DEDICA AO ESTUDO DE TEMAS TRIBUTÁRIOS, PARA CONSCIENTIZAR A SOCIEDADE SOBRE A ALTA CARGA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA.
De acordo com o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, "em 2013, o contribuinte brasileiro destinará  41,08% do seu rendimento bruto para pagar tributos sobre os rendimentos, consumo, patrimônio e outros, o que tem aumentado a cada ano: em 2012, comprometeu 40,98% do seu ganho para este fim e, em 2011, 40,82%.
APESAR DE CONTRIBUIR CADA VEZ MAIS COM A CRESCENTE ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA DO PAÍS, QUE EM 2012 CHEGOU A R$1,57 TRILHÃO, O BRASILEIRO CONTINUA NÃO VENDO A ADEQUADA APLICAÇÃO DESTE RECURSOS EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE QUALIDADE, PRINCIPALMENTE NOS SETORES DE EDUCAÇÃO, SAÚDE, SEGURANÇA E OUTROS FUNDAMENTAIS PARA QUE A SOCIEDADE SE DESENVOLVA”.
COM UMA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA ELEVADA, O BRASIL FIGURA NO RANKING DOS 30 PAÍSES COM MAIOR IMPACTO DOS IMPOSTOS EM RELAÇÃO À RIQUEZA GERADA (PRODUTO INTERNO BRUTO - PIB).
O peso cresce na medida em que o montante recolhido, que deveria representar melhorias para a sociedade, tem um baixo retorno se comparado à qualidade de vida dos brasileiros, conforme aponta pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
 O estudo elencou o Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (Irbes) - resultado da soma da carga tributária (mensurada a partir da divisão do total arrecadado com impostos pelo PIB) com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - dos 30 países com maior arrecadação tributária do mundo, ranking em que o Brasil amarga a posição de último colocado. Ou seja, apesar da alta tributação, que representou, em 2011, R$ 1,49 trilhão dos R$ 4,14 trilhões relativos ao PIB - carga tributária de 36,02% - o retorno não acompanha os números.
O estudo DIAS TRABALHADOS PARA PAGAR TRIBUTOS, criado pelo IBPT, considera a tributação incidente sobre rendimentos, formada pelo Imposto de Renda Pessoa Física, contribuições previdenciárias e sindicais; e a tributação sobre o consumo de produtos e serviços, como PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS, etc; e a tributação sobre o patrimônio, onde se incluem IPTU, IPVA. As taxas de limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos e contribuições, como no caso da iluminação pública também são consideradas. 
Lei nº 12.741/12
O PRESIDENTE DO IBPT ACREDITA QUE A LEI Nº 12.741/12, QUE OBRIGA A INFORMAÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA DOS PRODUTOS E SERVIÇOS NOS CUPONS E NOTAS FISCAIS AO CONSUMIDOR, A PARTIR DE 10 DE JUNHO DE 2013, É UM GRANDE PASSO PARA DESPERTAR A CONSCIÊNCIA TRIBUTÁRIA DO BRASILEIRO, QUE TERÁ MELHORES CONDIÇÕES DE COBRAR O RETORNO DOS VALORES ARRECADADOS
Essa lei representa o empoderamento da sociedade sobre um assunto que ainda é pouco conhecido pela maior parte da população. “Trabalhamos cinco meses e meio para pagar impostos neste País e precisamos despertar a curiosidade e o interesse do brasileiro para esse tema”.
Mais do que expor os valores de impostos embutidos nos produtos e serviços, a lei é um caminho para que consumidores acompanhem, minimamente, a política tributária brasileira.
“A ideia é mostrar que existe uma carga tributária sobre o consumo, e que a partir disso as pessoas podem exigir o retorno desses valores em benefícios para a sociedade. Uma coisa vai levando a outra”, considera o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.
Embora já esteja em vigor, o comércio ainda tem prazo de um ano para adequação à lei antes de começarem a ser aplicadas multas por descumprimento. Durante esse prazo, o governo promoverá orientações a respeito da nova lei, cuja regulamentação fica, agora, a cargo da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.
FONTE DE PESQUISA:
ESTUDO E PESQUISA DE RESPONSABILIDADE:
IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário:

- Entidade criada em 12/12/92, cujo objetivo é a difusão de sistemas de economia legal de impostos; divulgação científica do tema; estudo de informações técnicas  para a apuração e comparação da carga tributária individual e dos diversos setores da economia; e, análise dos dados oficiais sobre os tributos cobrados no Brasil.

terça-feira, 18 de junho de 2013

A ÉTICA E A COLA NA SALA DE AULA / se o aluno pratica a cola, além de negar o seu compromisso com seu saber, se comporta de maneira irresponsável com o seu futuro profissional e consequentemente deixa de ter uma atitude e uma postura ética / Há basicamente dois tipos de cola / CONSEQUÊNCIAS DO ATO DE COLAR E DE PASSAR A COLA / NDICADO PARA PROFESSORES OFERECEREM A ALUNOS QUE SÃO SURPREENDIDOS COM COLA OU COLANDO OU AINDA, PASSANDO COLA

  COLAR E PASSAR A COLA
  REELABORADO POR MARIZETE CAJAIBA




A ÉTICA E A COLA NA SALA DE AULA
No decorrer do ano letivo é comum o aluno passar por um assunto muitas vezes discutido: A ética. Indagações são feitas tais como: O que é ser ético? O que é ética? Dentre outros questionamentos e ideologias estudadas.
            A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando pergunta.” 
            Não se satisfazendo com essa definição, surge uma inquietude que se faz necessário verificar a história da palavra. Etimologicamente, ela é originada do grego ethos, que significa modo de ser ou o caráter. Em Filosofia, a ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade. É uma conduta humana que se qualifica como bem ou mal e muitas vezes é associada com a moral.
            Lançam-se mais duas perguntas, mas estas devem ser respondidas no fórum íntimo de cada um:
1.      Até que ponto comprometo a minha ética quando realizo a prática da cola, no processo de avaliação ?
2.      Deixo de agir com ética quando forneço a resposta da avaliação ao meu colega de classe?

     Antes de responder é preciso entender que a busca do conhecimento, por definição, envolve COMPROMISSO e RESPONSABILIDADE. Para tanto, se o aluno pratica a cola, além de negar o seu compromisso com seu saber, se comporta de maneira irresponsável com o seu futuro profissional e consequentemente deixa de ter uma atitude e uma postura ética. É válido destacar que a ética, neste caso, está vinculada a outro valor positivo para a sociedade: A HONESTIDADE. Portanto é preciso reforçar a ideia de que a cola é uma atitude negativa e pode se tornar VICIOSA E PREJUDICIAL, na formação de valores e princípios éticos.
A “COLA” NA ESCOLA É A PRÁTICA DE CONSULTAS ÀS ESCONDIDAS DE  IDEIAS E RESPOSTAS ALHEIAS NAS SITUAÇÕES DE AVALIAÇÃO.

      Há basicamente dois tipos de cola : a individual, onde envolve somente o aluno que se utiliza de métodos próprios ( papeizinhos escondidos, mensagem de celular, fone de ouvido,etc) e a cola de parceria , onde um aluno passa a informação para um ou mais colegas .
     Vários professores se queixam destas práticas fraudulentas dos alunos e contam com um grande
 problema : o formato de  salas de aula lotadas contribuem para a prática da cola .  O aluno se vale desta situação e usa e abusa dos descuidos dos professores para ampliar sua nota na avaliação.
     Estudos  mostram que muitos alunos que passam a cola , querem , na verdade demonstrar um ar de superioridade na sala de aula , uma vez que são sempre solicitados por seus colegas que muitas vezes se submetem para obter a cola…  PASSAR COLA É TÃO GRAVE QUANTO COLAR : ATRAPALHA O DESENVOLVIMENTO DO COLEGA COLANTE.

CONSEQUÊNCIAS DO ATO DE COLAR E DE PASSAR A COLA :
        Pensar com autonomia é pensar sozinho. Contudo, quando as coisas são apresentadas de maneira finalizada ou concluída, isso leva o sujeito que não foi educado a questionar e a refletir criticamente ao CONFORMISMO. Com a atitude da cola acontece a mesma coisa, o aluno “COLANTE” se torna inseguro e viciado nas ideias dos outros, e não se permite pensar com autonomia, ESSA PRÁTICA LEVA À DEPENDÊNCIA.
      QUEM FORNECE A COLA impede ao colega a  oportunidade de aprender com criticidade, tarefa tão importante para sua formação acadêmica e profissional.
     O ALUNO viciado em COLA e conformado em receber um pensamento de outro (atores dos livros ou colegas) por meio da cola, deixa de desafiar a si mesmo e exercitar as operações de pensamento tais como: comprar, resumir, observar conceitos, classificar, organizar dados, interpretar, buscar suposições e formular hipóteses para se tornar um cárcere de si mesmo.
Vale destacar que nas relações de trabalho , indivíduo não é valorizado pelas notas que obteve na universidade, mas pelo merecimento intrínseco de competências nas suas relações. As empresas desejam pessoas equilibradas emocionalmente, com posturas éticas nos conflitos, que garantam não só a prosperidade, mas a própria integração e a solidariedade de seus colaboradores, além dos conhecimentos e habilidades adequados num curso de formação universitária. Ou seja, não adianta o aluno tentar burlar os estudos na escola, pois os verdadeiros testes e avaliações são realizados diariamente na sua vida cotidiana e quem estará lá para  passar a cola?!
         A ideia central deste texto é mostrar a urgente necessidade de novas posturas dos alunos em relação ao fenômeno da cola na sala de aula – o fato é que com a cola o aluno  finge que aprende, obtém  notas que não merece  e as recebe sem se importar com um fator importante : “a honestidade” , bem como não se importar com o valor da aprendizagem.
Dentro da nossa premissa, os alunos devem, desde já, refletir sobre a ética e a cola na sala de aula, conscientes como futuros profissionais  que precisam dar exemplos de conduta.
      O SUJEITO APRENDE PARA TER NOVAS ATITUDES E VALORES, POIS QUANDO O INDIVÍDUO APRENDE, ELE SE TRANSFORMA.  
      O papel do professor, no decorrer do processo de ensino e aprendizagem, não é ser um detetive ou investigador do “crime escolar”, pronto para descobrir as mais sofisticadas fórmulas de  cola. DE NADA ADIANTA O DOCENTE( professor)  CONFISCAR A AVALIAÇÃO DO ALUNO “QUE COLA” OU QUE PASSA A COLA E APENAS MOSTRAR AS PUNIÇÕES APLICÁVEIS PARA ESTE “DELITO” SE NÃO HOUVER UMA REFLEXÃO SOBRE O QUE É SER ÉTICO, COMO FOI INDAGADO NA INTRODUÇÃO DESTE TEXTO.

     Deve-se ter a clareza de que o papel do professor é o de educar, modificar o comportamento do aluno, levá-lo adiante, fazê-lo avançar não só em aspectos quantitativos (notas), mas também em aspectos qualitativos, isto é, desenvolver valores éticos positivos para a vida em sociedade e para o seu bem estar.


(TEXTO REELABORADO POR MARIZETE CAJAIBA - INDICADO  PARA PROFESSORES OFERECEREM A ALUNOS QUE SÃO SURPREENDIDOS COM COLA OU COLANDO OU AINDA, PASSANDO COLA)

ANÁLISE DO TEXTO:
1)            Leia o texto e reescreva as idéias principais.
2)            Qual a definição de cola?
3)            Por que colar é uma atitude negativa  para quem cola e para quem passa a cola?
4 a) Por que o aluno passa a cola?
4 b) Por que o aluno cola ? Quais as conseqüências dessa atitude?
5) Que atitude deve ter um professor ao pegar alunos envolvendo situação de cola?
6) A “COLA” NA ESCOLA É A PRÁTICA DE CONSULTAS ÀS ESCONDIDAS DE  IDEIAS E RESPOSTAS ALHEIAS NAS SITUAÇÕES DE AVALIAÇÃO. Tendo em vista esta definição :
a) Cite um exemplo na vida social  ( no trabalho por exemplo ) de um adulto  que poderia ser comparado a uma situação de cola na sala de aula. Avalie esta situação.
b) Faça uma definição própria para o termo “COLA” praticado na sala de aula
c) Desta forma como você analisa a sua atitude na sala de aula ?
7) Crie um pequeno texto conclusivo sobre a atitude de colar e passar cola  e as conseqüências.


QUER SABER MAIS ? ACESSE O LINK :
revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/prova-prova-cola-643157.shtml

ASSUNTO :


Prova à prova de cola

Você está cansado das pequenas trapaças que os alunos fazem na hora dos testes? Especialistas sugerem novas formas de construir as perguntas para levar a garotada a pensar mais e colar menos



quarta-feira, 12 de junho de 2013

A NOSSA JUVENTUDE QUER VIVER! Juventude, quem somos? Qual é a nossa realidade? Que compromisso temos com a nossa vida e com a cidadania? Jovens, sejamos apóstolos de outros jovens!



A NOSSA JUVENTUDE QUER VIVER!
Juventude, quem somos? Qual é a nossa realidade?
Vivemos em um mundo de maravilhas, de paz, fraternidade, em que todos tem lugar, incluindo nós jovens?
 Não é esse o mundo que temos.
Quase não sobra mais espaço, nem dá mais tempo para um poema de amor e uma canção de esperança,
 para o nosso desabafo e para a nossa verdade.
 Estamos quase perdendo o jeito de cantar e a ousadia
 de estender os braços no abraço do amor sem limites
 na corrente do compromisso pela paz.
Todos os dias em nosso país, de acordo com dados da Secretária Especial dos Direitos Humanos e a Unicef,
morrem em média 54 jovens vítimas da violência.
 Até quando vamos morrer, clamar, perder e gritar ao léu, ao nada...?
Até quando nós, juventude organizada, vamos ficar diante dessa situação sem nada fazer?
Chega de violência! Chega de extermínio da nossa juventude!
Chega de desesperança! Chega de omissão!
A nossa Juventude quer viver!
Queremos a liberdade sonhada, queremos a igualdade revolucionaria.
 O que estamos fazendo, jovens?
Que compromisso temos com a nossa vida e com a cidadania? 
Independente de como esteja a situação do mundo,
independente de como esteja a nossa situação,
façamos da vida uma festa de esperança.
Juventude é semente da vida, é tempo de lutar, de sonhar,
de paz, de dar as mãos e segurar a bandeira
 da nova palavra de ordem, de peito aberto para o amor!
É tempo de favorecer o compromisso
e a participação da juventude na construção de uma nova sociedade!
 É tempo de construir um novo amanhã!
Já sabemos que juntos, a nossa energia posta em comunhão,
podemos mais que acender o próprio sol; que se fizermos aquilo que podemos, incendiaremos o mundo.
Jovens, sejamos apóstolos de outros  jovens!
É perigoso, pois sabemos que topar com Jesus
 é topar com a realidade da vida, com o compromisso,
com a conversão, com a nossa vida e a nossa verdade.
Juventude é tempo de anunciar o novo!
De ser amigo de Jesus, de dizer sim ao amor,
 a fraternidade, a luta pelo melhor, de dizer sim a justiça, de conscientizar-se do seu papel na vida e na sociedade.
Chegaremos, sim, no tempo que quebraremos as forças da violência,
em que todos juntos proclamaremos do
 Evangelho as lições mais sedutoras.
Cantemos, juventude água viva, um canto novo de amor,
 ao amor jovem em nossas veias!
Vamos juntos Juventude! O futuro sorrirá!

Jhonatan Soares - São Luís - MA.
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