terça-feira, 2 de abril de 2013

TDAH TRANSTORNOS DO DÉFICIT DE APRENDIZAGEM E HIPERATIVIDADE / Dificuldade de concentração -Distração -Dificuldade em ouvir -Falta de controle dos impulsos -Desorganização -Tendência ao adiamento de tarefas -Dificuldade para lidar com regras sociais ... VOCÊ JÁ PERCEBEU ALGUMA CRIANÇA OU ADULTO COM ALGUMAS DESSAS CARACTERÍSTICAS ?! PODE SER TDAH – SAIBA O QUE É . . . TRATAMENTO




TDAH
TRANSTORNOS DO DÉFICIT DE APRENDIZAGEM E HIPERATIVIDADE
COMPORTAMENTOS:
-Dificuldade de concentração
-Distração
-Dificuldade em ouvir
-Falta de controle dos impulsos
-Desorganização
-Tendência ao adiamento de tarefas
-Sonhar acordado
-Falta de perseverança
-Tendência a executar várias tarefas ao mesmo tempo,
deixando muitas inacabadas
-Falha na organização de tempo e espaço / dificuldade
de planejamento
-Problemas de memória a curto prazo
-Dificuldade para lidar com regras sociais
-Falhas de julgamento, interpretações errôneas
-Dificuldade em expressar sentimentos
-Ansiedade crônica
-Tédio, apatia, falta de motivação
-Hiperatividade
- Dificuldade em aprender com a experiência


VOCÊ JÁ PERCEBEU ALGUMA CRIANÇA OU ADULTO COM ALGUMAS DESSAS CARACTERÍSTICAS ?!
PODE SER TDAH – SAIBA O QUE É . . .

SAIBA COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR O PROBLEMA

O transtorno muitas vezes é associado a outros problemas, como problemas de sono e depressão
DISPERSO, INQUIETO, DESORGANIZADO, IMPULSIVO E ESQUECIDO. Estes são os adjetivos mais usados para descrever o comportamento de uma pessoa com Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), uma patologia reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas muitas vezes confundida como um traço de personalidade, o que faz com que muitos indivíduos passem a vida inteira sem saber que são portadores da doença.

Apesar disso, os sintomas são identificáveis e muitas vezes se manifestam de forma acentuada. A pediatra Alessandra Cavalcante,  do Hospital e Maternidade São Luiz, afirma que o deficit de atenção e a hiperatividade estão sempre associados.
"NA INFÂNCIA, SÃO AQUELAS CRIANÇAS QUE NÃO FICAM QUIETAS EM NENHUM MOMENTO E APRESENTAM DIFICULDADES DE APRENDIZADO NA ESCOLA", explica.

O médico André Felicio, membro da Academia Brasileira de Neurologia e pesquisador da University of British Columbia, no Canadá, acrescenta que, MAIS DO QUE APRESENTAR MAU DESEMPENHO ESCOLAR, OS ALUNOS COM O TRANSTORNO SÃO FREQUENTEMENTE CONSIDERADOS "UM PROBLEMA" PARA OS PROFESSORES DEVIDO AO EXCESSO DE AGITAÇÃO E IMPULSIVIDADE.
DIAGNÓSTICO DIFÍCIL



O ESPECIALISTA RECONHECE QUE A TAREFA DE DISTINGUIR UM COMPORTAMENTO EXPANSIVO NORMAL, TÍPICO DA IDADE, DE UM PATOLÓGICO É DESAFIADORA ATÉ MESMO PARA UM PROFISSIONAL HABILITADO.
Porém, a diferenciação é feita a partir de uma análise sobre os impactos que essas atitudes têm na vida diária, ou seja, no quanto elas interferem no processo de aprendizado e nos relacionamentos interpessoais, por exemplo.

"A relação com outros problemas médicos, como transtornos do sono, alterações de humor, como depressão ou ansiedade, também auxiliam no diagnóstico", acrescenta.

ENTRE OS ADULTOS, OS SINTOMAS SÃO SEMELHANTES:
constante dificuldade para se concentrar no trabalho ou participar de reuniões longas, impulsividade, perda de prazos, desorganização e outros problemas. O campo cognição também é afetado, como esclarece Felicio.

SEM CUIDADOS MÉDICOS, O TDAH PODE TRAZER AINDA UMA SÉRIE DE CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS PARA A VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL DO INDIVÍDUO. 
 "Eles se acham incapazes, têm dificuldade com tarefas de atenção, cálculo e memorização e, muitas vezes, sentem-se culpados por isso ou são motivo de discriminação por seus colegas. NA VERDADE, TUDO NÃO PASSA DE UM PROBLEMA NEUROBIOLÓGICO", reforça.

ORIGENS E DESENVOLVIMENTO

"É CADA VEZ MAIS SURPREENDENTE O NÚMERO DE ADULTOS COM TDAH QUE SÃO DIAGNOSTICADOS PELA PRIMEIRA VEZ NESTA FASE DA VIDA", declara Felicio.
A observação se deve ao fato de que a patologia geralmente "nasce" com o indivíduo. "Estudos com gêmeos uni e bivitelinos mostraram uma concordância muito maior de TDAH nos primeiros, demonstrando o forte componente genético ou hereditário da doença", detalha.

Apesar disso, também
estão envolvidos fatores neurobiológicos – relativos a aspectos anatômicos e fisiológicos do sistema nervoso –, e ambientais. Entre os últimos, são citados, no período pré-natal, uso de cigarro e bebida alcoólica durante a gestação. No pós-natal, prematuridade, baixo peso ao nascer e baixa escolaridade. "Há ainda os problemas que podem deixar alguma sequela ou vulnerabilidade no sistema nervoso central, como neuroinfecções e traumas cranianos", explica.

NO MUNDO TUDO, ESTIMA-SE QUE, APROXIMADAMENTE, 4% DAS CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR SOFREM COM O DISTÚRBIO, CARACTERIZADO COMO UMA DESORDEM NEUROCOMPORTAMENTAL DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL.

TRATAMENTO MULTIDISCIPLINAR

Para detectar clinicamente o transtorno, Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo, RECOMENDA A REALIZAÇÃO DE AVALIAÇÕES MÉDICAS, PSICOLÓGICAS E PEDAGÓGICAS.
"Cada um dos profissionais irá propor as melhores técnicas e estratégias conforme o caso", afirma.
"O tratamento é multidisciplinar e depende do paciente e seu grau de comprometimento", acrescenta.

ENTRE AS POSSIBILIDADES, DESTACA-SE O USO DE MEDICAÇÃO. "OS REMÉDIOS SÃO NORMALMENTE BEM TOLERADOS E DÃO RESPOSTA RAPIDAMENTE. EM POUCAS SEMANAS, JÁ HÁ UMA AMENIZAÇÃO IMPORTANTE DOS SINTOMAS", explica. Embora não haja cura, como ressalta a médica, existe melhora para o quadro e a possibilidade de levar uma vida normal.

Entre os tratamentos não medicamentosos, a pediatra lista PSICOTERAPIA, TERAPIA OCUPACIONAL E PSICOPEDAGOGIA. Outra possibilidade é a MUSICOTERAPIA, como acrescenta Meca Vargas, especialista no método. Ela explica que a técnica, por meio de exercícios e jogos corporais, pode desenvolver habilidades como concentração e atenção.

OS CUIDADOS TAMBÉM REQUEREM A PARTICIPAÇÃO DOS PAIS, que devem fornecer apoio psicológico
e pedagógico, segundo Cavalcante.
OS PACIENTES NÃO PODEM SER REPREENDIDOS POR SUA FALTA DE ATENÇÃO OU TRATADOS COMO INCAPAZES, ressalta Calegari. Em vez disso, eles devem receber tratamento especial, inclusive do ponto de vista físico.  Ambientes calmos e sem distração na escola e no trabalho os ajudam a manter o foco, como destaca a pediatra do Hospital São Luiz.

USO DE MEDICAMENTOS PARA CONTROLAR A HIPERATIVIDADE:
Sobre esse aspecto, Calegari enfatiza a importância do acompanhamento médico e chama a atenção para as reações adversas que podem ser provocadas. "Na maioria dos casos, a medicação é psicoestimulante e AJUDA O PACIENTE A CONTROLAR O FOCO DA ATENÇÃO E MANTER-SE MAIS ESTÁVEL EMOCIONALMENTE. Porém, é preciso lembrar que esse indivíduo tem uma disfunção que a droga visa corrigir ou minimizar. 


* Fontes: Maria Conceição do Rosário, psiquiatra e professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Child Study Center, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e Thiago Strahler Rivero, psicólogo do Departamento de Psicobiologia do Centro Paulista de Neuropsicologia da Unifesp



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